Grupo italiano fez seu nome e atraiu investidores comprando marcas históricas como AOL, WeTransfer e Vimeo - e agora está de olho em IPO
E aí, você se lembra da AOL, uma das marcas pioneiras da web, da época da internet discada? Ou do Vimeo, plataforma de video que por um tempo chegou a ser considerada um rival para o YouTube? Ou da platafoma de file sharing WeTransfer, o software de publicações digitais issuu. E StreamYard, Eventbrite? Todas essas marcas tem algo em comum: foram nomes de destaque na web em algum momento, mas perderam popularidade – e foram compradas recentemente pela italiana Bending Spoons.
Daí você pode nos perguntar: o que é Bending Spoons? Fundada em 2013, o grupo italiano tinha uma atuação discreta em seus primeiros anos, desenvolvendo e investindo em soluções próprias. Entretanto, em 2020 a companhia ajustou sua estratégia para o modelo que se tornou seu grande trunfo.
Em 2020, a empresa passou a operar com uma lógica bastante clara: identificar produtos digitais populares, mas estagnados ou subaproveitados, adquirir esses ativos de fundadores ou grupos que chegaram ao seu limite operacional e, em seguida, promover transformações profundas.
O histórico de aquisiçõesda Bending Spoons é extenso – são mais de 14 M&As desde 2022. A primeira compra de impacto foi em novembro daquele ano, quando levou o app de tarefas Evernote. Em 2024, outros ativos conhecidos como a rede social MeetUp, a plataforma de streaming StreamYard, Issuu e WeTransfer foram adicionados.
No ano passado, a sanha de aquisições da Bending Spoons ficou ainda mais agressiva, com cinco aquisições, três delas de nomes bastante conhecidos do consumidor. No último trimestre de 205, o conglomerado sediado em Milão pagou US$ 1,3 bilhão plataforma de video Vimeo, a histórica AOL e a plataforma de ticketing Eventbrite por US$ 500 milhões.
Mas afinal, qual é o plano?
Segundo apontam analistas, por trás das compras da Bending Spoons, existe um método. A companhia não atua como uma dona passiva: ela revisita a experiência do usuário, reestrutura o produto, ajusta a estratégia de monetização — incluindo preços e planos gratuitos — e promove cortes agressivos no quadro de funcionários. Foi assim com Evernote, WeTransfer e, na última semana com a Vimeo.
Segundo reportou o Business Insider na última semana, funcionários em redes sociais apontaram que os cortes atingiram grande parte da Vimeo, incluindo todo o time de vídeo. Para uma plataforma cujo produto central é justamente vídeo, o movimento soa, no mínimo, curioso.
Autor: Startups
Fonte: Startups
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